Por que a Empatia é imprescindível para a inovação?

Por que a Empatia é imprescindível para a inovação?

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Olá pessoal, tudo bem?

Por que a Empatia é imprescindível para a inovação?

Primeiro vamos entender o que é EMPATIA?

Segundo o dicionário “dici.com.br”

Ação de se colocar no lugar de outra pessoa, buscando agir ou pensar da forma como ela pensaria ou agiria nas mesmas circunstâncias. 

Aptidão para se identificar com o outro, sentindo o que ele sente, desejando o que ele deseja, aprendendo da maneira como ele aprende.

De origem grega. O vocábulo pathos pode ser definido como todos os sentimentos que uma pessoa experimenta: sofrimento, paixão, tristeza, ira, doença.

Os gregos antepunham o prefixo syn– para formar sympatheia, que significa “sofrer juntos” ou, mais genericamente, “experimentar juntos um sentimento”, que nos chegou como simpatia.

Com o prefixo en– forma-se empatheia, entendida como a capacidade de uma pessoa de pôr-se no lugar de outra, de participar afetivamente no que a outra sente. Empatia tem, pois, um significado próximo ao de simpatia.

Empatia portanto, é a capacidade psicológica de tentar compreender sentimentos e emoções das outras pessoas, procurando de forma objetiva e racional o que sente o outro indivíduo. É uma das qualidades do ser humano ligadas à inteligência emocional e pode, portanto, ser desenvolvida.

A empatia leva as pessoas a ajudarem umas às outras e está intimamente ligada ao altruísmo – amor e interesse pelo próximo – e a capacidade de ajudar. Quando um indivíduo consegue sentir a dor ou o sofrimento do outro ao se colocar no seu lugar, desperta a vontade de ajudar e de agir seguindo princípios morais.

Trazendo para o mundo dos negócios, e de forma mais ampla, o poder que a empatia exerce é muito maior do que parece, pois a capacidade de se colocar no lugar do outro ajuda a compreender melhor o comportamento do usuário em determinadas circunstâncias, buscando desvendar suas necessidades e desejos, e a forma como toma as decisões, tornando assim, o projeto mais assertivo. 

Mas atenção, esta imersão deve ser feita sob todos os aspectos: físico, cultural, sociológico e psicológico. Pois dessa forma poderemos estabelecar conexões com o usuário em todo seu universo, compreendendo verdadeiramente a situação do problema, e como consequência gerar insights, que serão usados como matéria prima na próxima fase do desenvolvimento. Vale ressaltar que um insight não é uma ideia pronta, mas um caminho que pode se tornar a grande diferença no projeto.

Podemos fazer uma analogia com um ator, onde ao receber um papel a ser interpretado, deve-se mergulhar neste novo ser, pensando, sentindo e vivenciando o mundo que o cerca. Rompendo todos os conceitos e preconceitos do que somos, se vestir inteiramente do personagem a ponto de tornar-se outra pessoa. 

É querer que a arte transcenda de você para todo mundo ouvir. Ser ator é coletivo. É mais “sermos” do que de fato “ser”. 

Pergunto então: Como criar produtos hospitalares, sem ouvir médicos, enfermeiros, pacientes e até mesmo parentes que aguardam na sala de visitas? É o conjunto destas informações que definirá o sucesso do projeto, e através da empatia que iniciamos este processo. A falta de empatia no desenvolvimento de um projeto pode ser fator determinante para o seu fracasso.

Para ser empático, devemos saber ouvir, ver, sentir, perceber o cliente, colocar-se no lugar dele e enxergar o que, como e quando a ação é possível para alcançar a solução. Despir-se das verdades é o primeiro passo, não podemos iniciar um processo com preconceitos definidos. Tudo tem que ser visto como novo, sem julgamentos, como se fosse a primeira vez.

Fazer perguntas, não ter medo de questionar o que pode parecer óbvio, e “ouvir” até mesmo o que não é dito verbalmente, observando o comportamento da pessoa, suas expressões não verbais,  linguagem corporal e até mesmo a análise do ambiente em que estão inseridos, nos trará informações valiosas. 

É importante interagir de forma a deixar a outra pessoa confortável em se expressar, reagir de maneira positiva e sem julgamentos, abre um canal incrível de comunicação e mostra seu verdadeiro interesse pelo outro, demosntrando maturidade emocional, tornando o processo de empatia mais fácil, e também recompensador, tanto pela descoberta do que motiva as pessoas, como no aprendizado somado para nós, pois só assim podemos sair do lugar comum e buscar formas criativas para a solução de um problema, fazendo desse processo um hábito mental.

Então, concluímos que para criar produtos e soluções é necessário compreender e analisar diferentes pontos de vista, se colocando no modelo mental do potencial usuário e entendendo-o em seu pensamento para nos orientarmos nos processos de decisão, sendo assim mais assertivos.

A empatia é um dos meios que temos como ser humano, de nos conectarmos com o outro, se trabalharmos mais a empatia, o mundo pode ficar muito melhor.

Cláudio, é designer, empreendedor e design thinker por essência. Casado, pai de dois filhos: Guilherme de 26 anos e Pedro de 7 anos. Tem três paixões: moto, jeep e viajar o mundo. Atuou mais de 20 anos na indústria de bens de consumo. Desde 2016 é sócio fundador da Design4UX e Tutti Casa Soluções em Organização.

Autor: Cláudio M. da Silva

Gostaram? Assistam o vídeo até o final e deixem o seu comentário.

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